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Paris 2015

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Exposição de Neusa Sobrinho Amtsfeld vai inaugurar no Consulado de Portugal em Paris

 

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O Consulado Geral de Portugal em Paris vai inaugurar no próximo dia 27 de fevereiro, sexta-feira, uma exposição da pintura intitulada “A cor como linguagem” da pintora Neusa Sobrinho Amtsfeld, que terá lugar no espaço Nuno Júdice daquele Posto consular até 17 de março.
Neusa Sobrinho Amtsfeld é transmontana, vive na Alemanha, embora também já tivesse vivido em Paris.

Nasceu em Murça, no distrito de Vila Real, é licenciada em Educação de Artes e Ciências Linguísticas pela Universidade de Johannes Gutenberg-Mainz, na Alemanha, tendo antes frequentado cursos livres em vários países onde viveu, sendo um o Brasil, onde frequentou a Escola superior de Belas Artes (UFRJ) no Rio de Janeiro.
Os mais importantes impulsos foram lhe ministrados pelos professores M. Delreux em França, S. Grego em Itália e N. Velasquez em Espanha. Sempre à procura de espaços desconhecidos, Neusa viaja pela Grécia, Sérvia e Bulgária, mas foi na Macedónia, ao participar na Colónia Internacional de Artes Visuais, no quadragésimo quarto ano, a convite da Unisono (Bolsa Internacional da Cultura), que conhece a dramaturga e pintora Zoya Mineva e o escultor Pavel Vasilev, cujo nome assina obras requisitadas, pelo Presidente Putin e por outras entidades do Estado, e que se encontram em edifícios e jardins públicos.
Fascinada pelo trabalho desses dois grandes artistas, visitou-os nos seus ateliers na Bulgária e em Viena. A partir daí vem trocando ideias sobre a arte. Em 2008, Neusa foi convidada para colaborar num projeto com o Professor Zarko Jakimovski para o Museu Anton Panov-Strumika, onde recebeu o Prémio Especial.
“As janelas fechadas que pinto, são aquelas que outrora se abriram; elas encerraram a minha infância refulgente e colorida. São tantos os anos que separam a menina que fui da mulher que sou, tudo é distante, é o meu país, é a minha infância, mas através das minhas janelas, eu sintoa tão próxima e palpitante. Como dizia Marcel Proust: ‘Basta morder uma bolacha e logo se regressa à infância’” escreve a artista na apresentação enviada às redações. “A minha infância são as minhas janelas”.
Neusa Sobrinho Amtsfeld fala sobretudo da janela do quarto da sua infância, na aldeia de Noura. “Aí me sentava, aí observava, aí imaginava, deixando fugir o pensamento, sobrevoando esse horizonte cheio de nuanças:
eram as searas douradas salpicadas de papoilas e flores azuis, eram os campos de milho, que nas suas desgarradas se cantavam as mais belas serenatas, eram as oliveiras cujo verde se mantinha mesmo nos dias mais frios e escuros de inverno, eram as vinhas entrelaçadas nos arames e abraçando-se às árvores, eram as amendoeiras em flor perfumando a natureza, cobrindo a terra, com pétalas parecendo neve, eram as águas cristalinas do meu rio, da minha ribeira, do meu riacho”.

A artista já expôs em várias cidades da Alemanha, mas também na Áustria, na Itália, na República da Macedónia, em Portugal, e em França, no Village Suisse e no Espace Auteuil, ambos em Paris, e em Vittel, no Salon International de Peinture et Sculpture.
Neusa Sobrinho Amtsfeld vive e trabalha na Alemanha, como artista plástica independente e exerce docência na Universidade Popular e outros Institutos Estaduais, assim como tradutora simultânea em português, francês, espanhol e alemão.
A exposição no Consulado Geral de Portugal em Paris tem o apoio do LusoJornal.

Texto: Carlos Pereira (LusoJornal)

Consulado Geral de Portugal em Paris
6 rue Georges Berger
75017 Paris
Metro: Monceau (linha 2)